Enquanto a imprensa brasileira rechaça a figura política de Luiz Inácio Lula da Silva e não cansa de caçar pêlo em ovo para comprometer a possível candidatura de sua protegida, Dilma Rousseff, o jornal 'El País', uma das maiores referências em coberturas internacionais do mundo, nomeou os dois políticos como uma das 100 maiores personalidades do ano.

José Luís Rodriguez Zapatero, presidente da Espanha, é quem atesta a liderança de Lula na América Latina, dizendo que "este é um homem minucioso e tenaz por quem tenho uma profunda admiração". Reconhece o peso de sua liderança na América Latina argumentando que Lula é um homem que se "converteu em uma referência irrecusável para a esquerda do continente sul-americano abaixo do Rio Grande do Sul". Não deixa de admirar o pernambucano sem diploma que veio de um país pobre e tece elogios para seu comprometimento com a pobreza da sociedade brasileira.

Além de Zapatero, Júlio Maria Sanguinetti, ex-presidente do Uruguai, analisa que Lula é um político que transcende todas as discussões acerca da corrupção. E finaliza o texto com a seguinte frase: "Qualquer que seja o futuro, ele (Lula) já fez sua história".

Não é de se admirar que Lula seja ovacionado pela imprensa internacional ao mesmo tempo que é esculachado pelos patrícios. Afinal, aqui ele demonstra representar uma ameaça aos interesses dos conglomerados midiáticos, como a Globo que teve a triste atitude de editar o debate eleitoral em 1992 para favorecer Fernando Collor na disputa presidencial ou 'O Estado de S. Paulo', que não cansa de trazer editoriais questionando veementemente seu governo enquanto apoia, nas entrelinhas, os candidatos tucanos, tais quais José Serra e Aécio Neves (a Folha anda pelo mesmo caminho, apesar de não ser tão conservadora como os concorrentes 'Globo' e 'Estadão').

'El País' ainda nomeou, como as 100 maiores personalidades do ano de 2009, a candidata do PT Dilma Rousseff, com artigo de Marco Aurélio Garcia e a ex-ministra do meio ambiente Marina Silva, que migrou do PT para o PV, com artigo de Francho Barón, correspondente no Rio de Janeiro pelo jornal espanhol.

Claro sinal de que o país não está apenas conquistando os holofotes internacionais graças a seus recursos naturais e seu modo de conduzir a crise internacional, mas, sim, sinal de que o mundo todo está de olho nos brasileiros que fazem do Brasil um país melhor.

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